D’Alessandro comenta relação com Renato: “Já falei o que não gosto dele”

O meia do Internacional, Andrés D’Alessandro, concedeu entrevista ao programa Grande Círculo, do SporTV. Entre os assuntos abordados, o camisa 10 citou a relação com Renato Portaluppi.

“Me dou muito bem com Renato. Já falei o que não gosto dele, que deve ser o que ele não gosta em mim. Que é zoar o outro time. Ele faz isso muito bem e dói, obviamente. Mas as nossas conversas sempre foram sinceras e limpas. O reconhecimento ao meu trabalho não tem coisa melhor, feito pelo maior ídolo do time adversário. E nós temos uma coisa em comum que às vezes pro jogador de hoje é difícil de entender, que é zoar e tirar sarro do adversário, mas dentro de um limite. Tivemos muitas idas e voltas nos Gre-Nais, e foi legal. Acho que é pela experiência, de ter sido ensinado por outros atletas, que é não faltar com o respeito”, afirmou.

“Eu nunca passei do limite ou faltei com o respeito com o Grêmio. Tirei sarro, brinquei, zoei, mas nunca faltei com o respeito. Porque um precisa do outro para ser grande. É uma rivalidade forte, difícil unir forças, mas existe o respeito grande meu ao Grêmio e ao Renato, porque me sinto respeitado por ele também”, complementou.

D’Alessandro em comemoração (Foto: Silvio Avila fotógrafo)




O camisa 10 comentou sobre o jejum em clássicos e lembrou que o Inter também tem seus feitos recentes.

“Hoje estamos vivendo uma época diferente. Que eu já vivi essa época com saldo positivo. O pessoal se esquece, e aqui no RS se esquece muito, se apaga muito as coisas. Mas temos que lembrar que ficamos nove jogos, quase dois anos e meio, sem perder Gre-Nal. Fomos campeões dentro do Olímpico, ganhamos na Arena, ganhamos no Beira-Rio, ganhamos em Caxias. Coisa que está acontecendo agora de forma parecida, mas não igual. Nós temos um título no Olímpico, eu estava dentro lá. Não tem preço. Não tem coisa melhor que comemorar e ganhar do maior rival dentro de um estádio que, depois, fecha”, disse.

D’Alessandro reiterou que é mais vitorioso do que perdedor em clássicos.

“Eu continuo tendo muito mais vitórias que derrotas e empates. Isso fica na história. Por enquanto, as vitórias são mais importantes e isso me deixa tranquilo. No outro dia (derrota de 1×0 no Beira-Rio pela Libertadores) fui dormir 5 da manhã, e olha que joguei pouco. Gre-Nal continua tirando o sono sim, porque a gente precisa ganhar. Não precisa jogar bem. Se jogar bem, melhor. Se fizer placar elástico, melhor. Mas se ganhar de meio a zero eu estou satisfeito. Foi o que me ensinaram quando eu cheguei em 2008. Gre-Nal se ganha. Esse tem que ser o pensamento”, concluiu.

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